
Uma das maiores vitórias da classe trabalhadora ocorreu no dia 27 de maio deste ano quando a Câmara Federal, por ampla maioria, aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019 que põe fim à escala 6x1, reduz a jornada semanal de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução salarial, num prazo de até 14 meses. No entanto, para passar a valer é preciso que o texto também seja aprovado pelo Senado Federal, em duas votações, com votos favoráveis de 49 dos 81 senadores que compõem a Casa.
A PEC tem sofrido resistências, principalmente por parte de senadores de oposição ao governo Lula, e até agora não foi colocada em votação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e, para avançar, a CUT e as demais centrais têm realizados diálogos com os senadores. Um dos resultados desta unidade das centrais sindicais é o diálogo conquistado com o Congresso Nacional com a realização do Debate Temático nesta quarta-feira (1º) ocorrido no Plenário da Casa.
Para o presidente da CUT, Sergio Nobre, o debate representa um momento histórico para o movimento sindical brasileiro que há mais de quatro décadas reivindica a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Segundo ele, a proposta aprovada pela Câmara corrige uma distorção acumulada ao longo dos últimos anos, período em que o avanço tecnológico e o aumento da produtividade beneficiaram as empresas, mas não foram convertidos em melhoria da qualidade de vida da classe trabalhadora.
"Há 43 anos, quando a CUT nasceu, uma das nossas principais bandeiras era justamente a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. Essa luta nasceu quando percebemos que o enorme avanço da tecnologia, da produtividade e da organização da produção não estava sendo convertido em mais qualidade de vida para a classe trabalhadora", afirmou