Desemprego tem menor taxa desde 2014. Informalidade segue alta, e renda cresce

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A taxa de desemprego recuou para 8% no trimestre encerrado em junho, no menor nível para o período desde 2014. Assim, o total de desempregados agora é de 8,647 milhões, queda de 8,3% ante março e de 14,2% em 12 meses. Em um ano, são 1,433 milhão a menos. Os resultados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo IBGE.

Já o total de ocupados foi estimado em 98,912 milhões, crescimento de 1,1% no trimestre e de 0,7% em 12 meses. A população fora da força de trabalho soma 67,051 milhões, com estabilidade ante março e alta de 3,6% em um ano.

Com e sem carteira

Por sua vez, os empregados com carteira de trabalho no setor privado chegam a 36,773 milhões, também estável no trimestre e com crescimento de 2,8% (mais 991 mil) na comparação anual. E os empregados sem carteira agora são 13,109 milhões, alta de 2,4% em relação a março e sem variação estatística em 12 meses. Os trabalhadores por conta própria (25,223 milhões) tiveram estabilidade no trimestre e registram queda de 1,9% em relação a igual período de 2022.

Ainda entre os ocupados, o número de trabalhadores domésticos (5,847 milhões) aumentou 2,6% no trimestre e ficou estável em relação ao ano anterior. E os empregados no setor público somam 12,230 milhões, alta de 3,8% no trimestre e de 3,1% em 12 meses.

Informalidade e subutilização

Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade segue alta, embora esteja um pouco menor na comparação com o ano passado. Agora, está em 39,2%, ante 39% em março e 40% em junho de 2022.

A chamada taxa de subutilização (que indica pessoas que gostariam de trabalhar mais) está em 17,8%, com queda nas duas comparações. A população subutilizada é de 20,351 milhões, recuo de 17,7% em um ano. Os desalentados são 3,672 milhões (3,3% da força de trabalho), diminuindo 5,1% no trimestre e 13,9% em 12 meses.

Setores e rendimento

Nos setores de atividade, na comparação com 2022, o emprego cai na agropecuária e na construção civil. Sobe em áreas de serviços e na administração pública. Mantém-se estável na indústria e no comércio.

Estimado em R$ 2.921, o rendimento médio fica estável em relação ao trimestre anterior e cresce 6,2% no ano. A massa de rendimentos, calculada em R$ 284,1 bilhões, sobe 7,2% na comparação anual.

  • Dados da pesquisa (variação em um ano):

Ocupados: 98,910 milhões (+0,7%)

Desempregados: 8,647 milhões (-14,2%)

Desalentados: 3,672 milhões (-13,9%)

Renda média: R$ 2.921 (+6,2%)

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Fonte: REDE BRASIL DE FATO

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